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_ domingo, abril 30, 2006 _


estive na mesma sala que o Melvil Poupaud. isto foi a ante-estreia do "Les temps qui reste" no Indielisboa. a cena final do filme fez-me pensar em dois outros: "Conte d'été" (de Eric Rohmer, pela praia e pelo actor) e "Son frère" (de Patrice Chèrau, pela praia e pela doença).
a certa altura, a personagem do Melvil rapa o cabelo. eu estou sempre a imaginar-me sem cabelo e foi sobre o meu próprio cabelo que pensei. também pensei na Jodie Foster a cortar o cabelo em "Os acusados".

João | 23:00 | 4 comments

JC

ocorria uma projecção de videoclips em duas enormes paredes da Igreja quando entrei na festa de encerramento do IndieLisboa. os Pulp. concentremo-nos na imagem de Jarvis Cocker: não sei se estão a ver, ele podia ser Jesus Cristo.

João | 11:05 | 6 comments

_ quarta-feira, abril 26, 2006 _


há uma música maravilhosa no novo disco dos TV On the Radio, 'Province'. o disco é muito bom.

João | 22:05 | 4 comments

_ domingo, abril 23, 2006 _



eu sou algumas músicas, outras não. exemplos:
os The Raveonettes têm uma música que se chama 'The Truth About Johnny'. li com atenção a letra, o Johnny não sou eu. também tenho ouvido muitas vezes 'Cerimony', que descobri através de uma versão dos Xiu Xiu. resolvi procurar o original porque tinha a secreta esperança de encontrar aqui uma melodia a que pudesse recorrer quando é preciso fechar os olhos, mas pesquisei a letra no Google e também não sou eu. em contrapartida, gosto da letra de uma música que nunca ouvi, 'Live as if someone' dos Smog.

Live as if someone is always watching you
Eventually you will find
That both of you will need to come to some compromise
Maybe one or the other could agree
To sleep at different times
Or go off alone


'Anthems For A Seventeen Year-Old Girl' dos Broken Social Scene.

Park that car, drop that phone.
Park that car, drop that phone. (dream about me)
Park that car, drop that phone.
Park that car, drop that phone.
Park that car, drop that phone.


e ainda 'Infinito Particular' da Marisa Monte, pela frase Vem cara se declara. ela canta esta frase com uma inflexão vocal na primeira e segunda sílaba das palavras 'cara' e 'declara', é uma frase que sai sem um pingo de insegurança, quase languidamente. a Marisa Monte é cool.

João | 21:22 | 4 comments

_ sexta-feira, abril 21, 2006 _


excerto de uma carta de Gretchen para a prima,

(...) lamento confirmar que as pessoas que me reclamam não poderão contar comigo a não ser em efígie, ou por procuração. Tendo dito isto, não imagines que estou a negar os vínculos que me ligam a tantos, e a tantas, há tanto tempo. Afirmo apenas que talvez o peso da minha presença tenha vindo a ser valorizado em excesso.

do conto Projecto malogrado de restauro de um fresco atribuído a Lorenzo Lotto, incluído no livro Cinco contos sobre fracasso e sucesso de Alexandre Andrade.
estas foram as minhas três frases preferidas e nem sei explicar bem porquê.

João | 17:43 | 0 comments

_ segunda-feira, abril 17, 2006 _


beautiful people, 3
(os músicos)

Sufjan Stevens

cantar all things go all things go e, ao mesmo tempo, fazer pose com um chapéu de palha, passa a ser uma nova forma de triunfo. ó Illinois. esta categoria é a mais fácil.
João | 23:52 | 3 comments

beautiful people, 2
(atenção que a primeira frase merece um prémio)

há pessoas que escrevem muito bem e não são giras. é uma pena para a literatura.
por exemplo, eu nunca vi uma fotografia do James Joyce, mas vi o Ewan Mcgregor a fazer de Joyce no cinema. à excepção do Ewan, não me lembro de um escritor ou escritora que ultrapasse a beleza média, e dentro deste universo parece-me que o topo da escala, para os homens, é uma espécie de charme doentio. Albert Camus podia ter potencial nesta categoria, mas infelizmente não encontrei fotografias dos seus 24 anos. não estou a contar com o Ethan Hawke nem com a Bruna Lombardi como escritores.
os leitores com bibliotecas grandes sintam-se à vontade para dar sugestões.

João | 23:01 | 17 comments

beautiful people, 1

nos pintores, acho que o Pierre Bonnard (1867 - 1947) era mesmo giro.
há uns anos recortei uma fotografia e colei-a no interior de um caderno. era um caderno que muito raramente abria, não me lembrava que tinha lá a fotografia do Bonnard, ficava sempre surpreendido. e talvez não fosse um caderno, acho que era uma pasta. na fotografia, o pintor parece triste, fragilizado, e o pormenor do laço desatado no colarinho confirma a sensação de que alguma coisa não está bem.
encontrei na net uma cópia dessa fotografia, mas não está muito nítida.


um auto-retrato.

João | 01:04 | 1 comments

_ sábado, abril 15, 2006 _


i love pop music. always and forever.

João | 21:12 | 1 comments

banda sonora da Páscoa: Sugarcubes.

João | 02:59 | 2 comments

(a vidinha versus A Vida - ontem)

‘Ninguém sabe’ é um filme muito triste.
entre pensar se o filme está a demorar demasiado, entre ficar deprimido por trabalhar no dia seguinte, entre isto e o próprio filme, que é assim uma rota de tragédia num passo muito muito lento. uma pessoa fica mesmo triste.

João | 01:00 | 4 comments

_ segunda-feira, abril 10, 2006 _


ficaria desiludido se a pessoa que desenhou o interior do restaurante Casanova não estivesse a pensar no poema do Hugo Williams quando decidiu pôr lâmpadas vermelhas por cima da cabeça dos clientes.




Saturday Morning
Everyone who made love the night before
was walking around with flashing red lights
on top of their heads - a white-haired old gentlemen,
a red-faced schoolboy, a pregnant woman
who smiled at me from across the street
and gave a little secret shrug,
as if the flashing red light on her head
was a small price to pay for what she knew.

João | 23:49 | 6 comments

era só para dizer, o blog mais pop é este. [o gato está aqui a pedir mimo, interfere-me no post, mas só porque tem fome. estou a ouvir 'the death of all the romance'.]

João | 22:52 | 3 comments

_ domingo, abril 09, 2006 _


we are young we run free
João | 20:47 | 5 comments


ando viciado no dusk/dawn mode da máquina fotográfica. as pics ficam todas com um ar quase nocturno, mesmo as que tiro na praia num domingo solarengo às 16h da tarde. exemplo acima. não preciso de luz amarela porque um fitro azulado é suficiente para melhorar o mundo.

hoje passeei com a família materna pela Nazaré. não me lembro de alguma vez ter publicado aqui uma fotografia que me comprove a existência física, mas quando a minha tia tirou esta, estava ao mesmo tempo a contar aquela história do colega da fábrica que pôs as fotografias da mulher nua na Internet, e depois a mulher fugiu com outro porque era tonta, e divorciaram-se. ela conta sempre esta história quando está perto de máquinas fotográficas, eu respondo sempre que um divórcio não é o fim do mundo.
João | 19:45 | 8 comments

_ sábado, abril 08, 2006 _



malha de algodão

Para entender las verdaderas intenciones de esta colección hay que estar abiertos al contraste. Ambientado en los colores frescos del pintor David Hockney, es un ejercicio de estilismo donde conviven la imagen retro revisitada y las prendas más relajadas del verano.

João | 00:33 | 0 comments

_ terça-feira, abril 04, 2006 _


descobri este blog, um catálogo do trabalho de Diogo Freitas da Costa. não conheço o nome, mas gostei dos quadros pintados a partir do interior de casa - suponho que seja a própria casa do pintor.
gostei muito porque a casa dele é igual à minha casa. as portas, as janelas, os estores, as paredes, os rodapés, a cor, os prédios em frente, é tudo igual.

‘Luz na cozinha’ e ‘Corredor’.

     
João | 19:51 | 4 comments

Yesterday was dramatic,
today is ok.


It’s ok to be melodramatic.

João | 01:06 | 4 comments

_ domingo, abril 02, 2006 _


há Smiths e casario bonito na freguesia de Santa Catarina.

( depois de pesquisar, não consegui concluir que Catarina é esta. mas a minha Santa Catarina preferida é a Catarina de Siena, cujos longos períodos de jejum e auto-encarceramento são hoje identificados pelos especialistas como primeiro exemplo documentado de anorexia nervosa. )

João | 01:41 | 5 comments