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_ Segunda-feira, Junho 15, 2009 _



ainda bem que o Rothko teve uma fase cinzenta e preta.
João | 23:25 | 2 comments

_ Sexta-feira, Abril 10, 2009 _



este single é muito bom porque:
- canção Abbesca à volta de um nome próprio. tenho um fraquinho por coisas destas e Antonio sempre é melhor do que Ásbjörn ou Oddmund.
- este post deu-me a conhecer um novo termo: "emotrónica". é estranho não ter ainda reparado nele porque a Rihanna faz isto. e se existir um tendência capilar para emotrónica que se adeque a rapazes com pré-calvície então i'm all into it.
João | 12:48 | 10 comments

_ Domingo, Fevereiro 08, 2009 _











Telefon Tel Aviv - "Immolate yourself"
João | 02:34 | 4 comments

_ Quarta-feira, Janeiro 28, 2009 _


não existe nenhuma vantagem em guardar jornais velhos, mas se por algum desmazelo inconsciente isso acontece, não existe nenhuma desvantagem em voltar a lê-los.
os Klaxons foram capa no Y e a esta distância pensei que foi a necessidade de dominar os templates do myspace, do blog, do livejournal, etc, que criou a expansão de cores berrantes, que criou o neo-rave. uma nova ordem mundial de templates web que foi uma corrente musical.
na mesma edição do Público, na secção ambiente e ciência, existia um artigo sobre a possível explosão da Lua. isto não faz pensar em ciência. faz pensar em morte - o falhanço das coisas pequenas versus a preserverança das coisas grandes e vice-versa. estive a pesquisar no google sobre a explosão da lua e outras pessoas asseguram que é uma hipótese tão remota que mais vale não pensar nisso. encontrei outra informação interessante: "The tropics aren't warmer because of being closer to the sun. They are warmer because of the more vertical angle of the sun."
as minhas duas ciências preferidas, desde há dois anos, são a economia e a astronomia.

João | 22:41 | 4 comments

_ Domingo, Janeiro 18, 2009 _


(1) vi a rapariga falar com as outras pessoas. era ainda adolescente, talvez 18 ou 19 anos, calçava umas sapatilhas Nike, com cores fluorescentes, empoeiradas, e as calças de ganga estavam rasgadas na baínha. eu estava a comer uma salada tropical e ela aproximou-se da minha mesa. como tinha antecipado a pergunta limitei-me a responder com um aceno de cabeça. ela voltou a insistir, disse que tinha perdido a carteira, não tinha dinheiro, e desta vez eu expliquei que não tinha moedas e ambos percebemos a retórica mentirosa dos nossos discursos. a rapariga voltou-se para outra mesa. eu estava sozinho, e ver quais as pessoas que davam ou não algumas moedas passou a ser uma forma de passar o tempo da refeição.
a rapariga voltou alguns minutos depois com um tabuleiro na mão, sentou-se na minha mesa, e desembrulhou um hambúrguer. nesta altura eu estava ainda a comer a minha salada tropical, a fazer o esforço consciente para comer naturalmente a salada tropical. tentei focar a atenção noutras pessoas. a rapariga comia muito serenamente e conseguia ignorar-me totalmente. quando a minha refeição terminou, eu era fraco e a rapariga era forte.
contei isto e fui recriminado: "é muito triste que te custe dar uma moeda a uma pessoa que precisa de comer".

(2) estava à espera de uma amiga e fui abordado por uma senhora que fez uma introdução algo rebuscada e algo interminável à qual eu ia reagindo com uma expressão facial que indicasse que não iria aceder a nada que me propusesse, sinal que ela percebia e ignorava, prosseguindo e fazendo um esforço cada vez maior para causar empatia entre nós. e eu como estava naquele local por um propósito, sem poder movimentar-me, ouvi toda a história. a senhora teve um domínio total do diálogo e apenas me deu oportunidade para falar quando terminou. eu recusei. ela fez um sorriso e disse: "custa muito dar 50 cêntimos não custa?".
a mudança drástica de uma simpatia forçada para um sarcasmo tão cortante foi surpreendente. senti que a senhora era forte e eu era fraco.
João | 01:34 | 6 comments

_ Sábado, Dezembro 20, 2008 _


(1) ...

(2) gosto muito.

(3) entre as coisas que deixei de fazer em 2008, fazer playlists foi uma, comprar discos foi outra, desabafar sobre dilemas pessoais foi outra. tudo isto = não ter assunto para o blog.
João | 16:28 | 0 comments

fui ontem à "Festa da Avenida" organizada pela associação Filho Único. eram 23h quando cheguei ao nº 211 da Av Liberdade e encontrei um fila de talvez meia centena de pessoas. passados 2 cigarros e alguma conversa, cheguei à conclusão dos seguintes factos: a porta estava fechada, o que de acordo com as leis naturais impedia as pessoas de entrar, ou se entravam, era arbitrariamente, quando a porta abria para algumas pessoas escolhidas à revelia da fila espontânea que a sociedade civil formara na rua; o contacto telefónico com pessoas mais bafejadas pela sorte permitiu saber que "existia espaço" lá dentro; não havia nenhum papel a indicar lotação esgotada, nem ninguém cá fora identificado como sendo da organização. acabámos por vir embora depois de 40 minutos perdidos.
João | 16:21 | 0 comments

_ Quarta-feira, Novembro 26, 2008 _




12 points
João | 22:28 | 2 comments

_ Sábado, Novembro 08, 2008 _







achei muita graça à curiosidade empertigada deste pequenote. no momento da terceira fotografia fiquei com a sensação que me ia morder.
João | 23:50 | 7 comments

_ Sábado, Novembro 01, 2008 _



o concerto da Róisín:

apetecia-me dançar mas o som da banda não era tão over-the-top quanto a performance da Róisín. os hit singles precisam de ganhar volume e corpo nos momentos de euforia. mas é um pormenor pequeno, porque gostei muito. depois disto, voltei a ouvir o "I am not a doctor".
João | 11:50 | 3 comments

_ Terça-feira, Setembro 30, 2008 _


Well he was thailand based
She was an airforce wife
He used to fly weekends
It was the easy life
But then it turned around
And he began to change
She didn't wonder then
She didn't think it strange
But then he got a call
He had to leave that night
He couldn't say too much
But it would be alright
He didn't need to pack
They'd meet the next night
He had a job to do
Flying to cambodia

And as the nights passed by
She tried to trace the past
The way he used to look
The way he used to laugh
I guess she'll never know
What got inside his soul
She couldn't make it out
Just couldn't take it all
He had the saddest eyes
The girl had ever seen
He used to cry some nights
As though he lived a dream
And as she held him close
He used to search her face
As though she knew the truth
Lost inside cambodia

But then a call came through
They said he'd soon be home
She had to pack a case
And they would make a rendez-vous
But now a year has passed
And not a single word
And all the love she knew
Has disappeared out in the haze
Cambodia - dont cry now - no tears now

And now the years have passed
With not a single word
But there is only one thing left
I know for sure
She wont see his face again


a história da mulher casada com o piloto que desapareceu misteriosamente no Camboja, pela Kim Wilde, merece que nos concentremos na sua complexidade em vez de nos abandonarmos ao mero reflexo de bater o pezinho. e não me lembro de outras músicas com pormenores demasiado particulares que me interessem à excepção desta que se chama "Georgia". é uma ameaça amorosa que consiste em apanhar um voo para a Georgia e julgo que não existe muita gente que se vá identificar com tal ideia (embora o facto de a música ser bastante catchy torne tudo muito confuso):

João | 23:32 | 0 comments